QUEM SOMOS?
Tempos estranhos De um futuro incerto Num presente desordenado Estranha sensação De estranhas pessoas Envoltas em estranhas palavras Desconcertantes e tímidos diálogos monossilábicos Estranhamente desejosos do encontro Num lugar estranho Alheio ao mundo Num afã do toque No desejo da carne Através do preenchimento de não se sabe ao certo o quê Há apenas o vazio... estranho Uma desorientação de sentidos, de consciências Mas a estranha vontade de estar ali Um dia com um Outro dia com outro ... e sempre com ninguém ... estranho ... estranho ... estranhamente estranhos Eternamente estranhos Que num futuro breve, não sejamos assim tão estranhos... E agora, qual nosso próximo salto? Egon Pessoa