SOB UM CÉU DE ESTRELAS
Meus ouvidos eram tocados Pelo zunir de uma leve brisa da primavera O manto da escuridão Acabara de cruzar todo o horizonte do firmamento Mas por detrás daquela colina Havia um intenso brilho acobreado Que delineava uma curiosa silhueta da formação rochosa Um convite que aguçava o desejo de transpô-la Como botões de prata espalhados por todo negrume do céu Incontáveis estrelas iniciavam a dança cósmica do cintilar Piscadelas fortes, mescladas a singelos lampejos tímidos Inundavam minha visão Ao som de vozes ancestrais, que em coro ressoavam cânticos de lembranças coletivas Naquela ressonância que inundava os sentidos Fui banhado pelo afã de subir a silhueta da colina Rumo em direção à luz que se intensificava ao ponto diametral E assim dei início... Um passo após o outro Rumo ao cimo do desvelamento Deixando para trás todos os fantasmas que me acorrentavam às verdades frágeis dos tolos Um passo após o outro Escutando cada vez mais alto as notas do coral do mar de estrelas De onde...